19 de jan de 2014

Debate no Fala Ipiaú analisou crise na Mirabela e suas consequências para a região


Participando do programa Fala Ipiaú, em oportunidade que foi travado debate acerca do problema do abalo econômico sofrido pelo setor de mineração na cidade, estiveram presentes no estúdio da rádio Educadora de Ipiaú representantes da Comissão Social de Acompanhamento do Projeto Santa Rita, Prefeitura de Itagibá e comércio de Ipiaú, dentre outros, quando foram trazidos à tona detalhes acerca dos graves problemas por que passa o terceiro maior projeto de prospecção de níquel do mundo.

" A situação em nível de mercado é séria. O custo de implantação foi altíssimo, houve desmandos, material perdido e para resolver isso, só com ajustes profundos', comentou o vereador e presidente da Comissão de Acompanhamento, Antônio da Cerâmica. " Lamento, porque não sei qual o critério que está sendo usado para demitir gente da região. A comunidade precisa ser respeitada", acrescentou ele, dizendo que passou a semana pedindo a presença de representantes da Mirabela no debate, sem ser atendido.
 
 
 
O secretário de infra estrutura de Itagibá, Fabiano Sampaio, comentou: 'Correu o boato pela região de que Itagibá seria município rico por causa do minério mas este mês nós só recebemos cerca de 400 mil reais referente a recursos da mina. O recurso tem caído mas felizmente a administração do prefeito Marquinhos nunca bateu à porta da mineradora para pedir dinheiro pra fazer cavalgada. O que pedimos foi que a empresa construísse lá um hospital. Agora, Itagibá deixou de receber 14 milhões de reais em forma de imposto que foi baixado sem necessidade na gestão anterior. Na minha opinião acho que o que está acontecendo é ajuste de gastos porque nunca vi uma farra orçamentária como a que aconteceu no período de implantação do projeto".

Em meio a toda a polêmica gerada pelo abalo na Mirabela, fala-se que já existiria prospecção por novos cavas de minérios diversos além do níquel, através da própria empresa, em outros pontos da região. 

O bloqueiro e radialista Zé Gomes lembrou o prejuízo social advindo do processo. " Já saíram este mês as empresas U.M e Sotrec. A promessa veio, o compromisso de 30 anos foi firmado e agora seria necessário que, da mesma maneira que fizeram quando chegaram conversando com toda a sociedade, esclarecer ao povo. Estão demitindo sem prestar contas a ninguém", disse.

Mesmo em meio a um cenário de nuvens negras, o comerciante Esaú Santos Neto, presidente da CDL de Ipiaú, manifestou otimismo em relação ao projeto : " Quando a Mirabela chegou pensava-se num crescimento linear de pelo menos vinte anos. A boa notícia que nós recebemos hoje é de que a empresa está sendo reestruturada e com perspectiva de o projeto durar mais do que estava previsto. Estávamos temerosos mas agora estamos confiantes. Vamos aguardar mais algumas semanas para ver o resultado. Este ano teremos uma solução", disse ele.


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