Apesar do "clima ruim" que se instalou na cidade após a greve de parte da Polícia Militar, "o povo da Bahia soube dar a volta por cima". A avaliação do secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, que considerou o movimento como "vandalismo", corrobora com o sentimento dos foliões que se entregaram nos cinco dias de Carnaval de Salvador. Em entrevista ao Bahia Notícias, no camarote Expresso 2222, o titular da pasta considerou a folia deste ano como "positiva", embora admita que houve perdas, sobretudo para o turismo. "O clima de carnaval começa no dia 8 de dezembro com a festa de Iansã até chegar ao ápice, que é o carnaval propriamente dito, em fevereiro. No meio do percurso, a greve criou um anticlima. Não admitir isso é querer tapar o Sol com a peneira", considerou Rubim. Um ano no cargo, após "arrumar a casa" em 2011, o secretário tem projetos audaciosos pela frente. "Vamos iniciar a celebração das culturas do sertão, com o centenário de Luiz Gonzaga, e botar a cultura da Bahia, predominantemente afro, nesse cenário. No dia 5 de maio iniciaremos no TCA [Teatro Castro Alves] uma série de atividades. Em agosto vamos comemorar o centenário de Jorge Amado. Enfim, vamos fazer um ano de grande encontro das culturas do Nordeste", prometeu. Entre as atividades previstas estão a realização de exposições de artes plásticas, filmes e livros, shows de trovadores e repentistas em diversas cidades baianas.
Bahia Noticia: por Evilásio Júnior

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