Greve de PMs iniciada na Bahia pode chegar a outros Estados


PMs realizam manifestação em Salvador e protestam contra o que chama de intransigência do governador Jaques Wagner (PT) (Foto: Marcello Casal Jr. / ABr)

PMs do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito 

Federal decidem 

nos próximos dias se vão paralisar suas

 atividades




A greve de policiais militares que, na Bahia, entra em seu nono dia nesta quarta-feira (8), pode chegar em breve a outros Estados. Nesta quinta-feira (9), associações de classe de policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem no Rio de Janeiro para decidir se param suas atividades. No Distrito Federal, duas das associações de classe realizam assembleias no sábado (11) para decidir se vão aderir a um movimento mais amplo em todo o DF, que ameaça paralisação para o dia 15. No Espírito Santo, a situação é semelhante e, também no dia 15, os PMs decidem se param. No Rio, no Espírito Santo e no DF, a demanda é a mesma da Bahia e também de outros Estados: melhores salários. No Rio, a Assembleia dos PMs e bombeiros coincide com uma votação na Assembleia Legislativa do Estado a respeito de projeto que trata dos salários das categorias. Segundo o jornal O Globo, o governo enviou um texto que modifica duas leis de junho de 2010 que previam reajustes mensais de 0,915% até o fim 2014. Pela nova versão, o aumento total será dado em três parcelas. Os PMs alegam que, mesmo com a modificação, o aumento real seria pequeno perto da demanda da categoria. Como o governo estadual alega que não tem dinheiro para bancar um reajuste maior, vai defender o pagamento em três parcelas.  No próximo sábado (11), as associações dos oficiais da Polícia Militar (Asof) e do Corpo de Bombeiros (AssofBM) do Distrito Federal realizam assembleias para decidir se aderem ao movimento unificado, iniciado por policiais militares, e participam da assembleia conjunta prevista para o próximo dia 15, em Taguatinga. A assembleia conjunta do dia 15 servirá para que policiais e bombeiros de entidades que aderirem ao movimento unificado decidam se entram em greve, caso o governo do Distrito Federal não aceite negociar com a categoria. Consideradas as diferentes entidades, os cerca de 22 mil policiais militares do Distrito Federal exigem reajuste salarial, isonomia com a Polícia Civil (segundo os militares, mais bem remunerada) e melhores condições de trabalho. 




REDAÇÃO ÉPOCA
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