Já são 28 mortos na Bahia desde o início da greve da PM

Subiu para 28 o número de mortos na Bahia devido à violência que assola o Estado desde que a Polícia Militar entrou em greve, segundo o último balanço da Secretaria de Segurança da Bahia que contabiliza os homicídios até as 23h de sexta-feira (3).
A secretaria de comunicação do governo da Bahia afirmou que as Forças Armadas e a Força Nacional disponibilizaram cerca de 3.000 militares para ajudar a garantir a segurança em Salvador e principais cidades do interior baiano por conta da greve de parte dos policiais militares.
A madrugada de sexta foi a mais violenta desde o começo da paralisação, no começo da semana. Ainda segundo o governo estadual, já estão no Estado 2.350 homens das forças estaduais e, no hoje (4), desembarcarão mais 600 militares.
Em pronunciamento ao povo da Bahia, o governador Jaques Wagner condenou o movimento de greve deflagrado por PMs do estado e disse que "a democracia é o território do império da lei" e a sociedade baiana não pode, jamais, conviver com um movimento decretado ilegal pela Justiça. Durante o pronunciamento, Wagner convocou os grevistas a retornarem aos seus postos de trabalho e reiterou o compromisso de negociar com a categoria. "O governo sempre esteve aberto à negociação", disse.
Além de criticar o movimento e falar sobre os investimentos feitos por seu governo na área de Segurança Pública, Wagner elogiou a decisão da presidente Dilma Rousseff em enviar tropas federais para a Bahia. Sobre a greve, Jaques Wagner ainda disse que a PM lamentavelmente está usando métodos condenáveis de amedrontar a população do estado. "Não aceito que um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem. A polícia baiana não pode se tornar em um instrumento de intimidação e desordem", finalizou.
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