Após uma tarde de sexta-feira atípica (parecendo mais com uma tarde de domingo), o comércio de Jequié reabriu, em sua absoluta maioria, as suas portas na manhã de sábado (4) e a população foi às compras no centro comercial e nos bairros da cidade. O clima de preocupação reinante entre proprietários e funcionários, continuava visível. Algumas empresas contrataram temporáriamente pessoas para trabalharem como segurança. A boataria correu solta e foi comentado o assassinato de uma pessoa na Urbis III, registro negado pela Polícia Civil. Assaltos e arrombamentos de empresas ocorreram. Uma motocicleta foi tomada de assalto na Rua Bertino Passos, o mesmo ocorrendo com um automóvel na Avenida César Borges. As lojas encerram as suas atividades após o meio-dia. A Prefeitura ainda não havia informado oficialmente sobre o funcionamento ou não das feiras livres que tradicionalmente são montados aos domingos, no largo São Francisco (Jequiezinho) e na Avenida Artur Moraes (Jequiezinho).
A Rua Dois de Julho, onde está localizado o QG dos militares teve o tráfego interditado com os policiais estacionando os seus veículos em meio a via pública. Alguns populares queixaram-se da atitude. “A interdição está sendo feita por questões de segurança dos policiais”, explicou um dos membros do movimento.
A Guarda Municipal de Jequié-GMJ, cuja atuação no trabalho de segurança pública é contestada pelo comando e oficiais da Polícia Militar, se manteve com viatura e motocicletas [inclusive homens armados] no centro comercial. A presença dos guardas municipais contou com a aprovação imediata dos comerciantes, comerciário e consumidores. “A presença dos guardas municipais está sendo muito importante nesse momento de total insegurança pública que estamos convivendo”, comentou um comerciante. Enquanto isso, os policiais e bombeiros militares permanecem reunidos na Câmara de Vereadores, aguardando o desenrolar das negociações entre as associações que os representam e o governo.
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