Grupo pedia que a política afirmativa fosse válida também para indígenas
Um grupo de índios provocou tumulto no STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quinta-feira (26), durante o julgamento que trata da constitucionalidade das cotas raciais em vestibulares de todo o país. Eles defendem que os indígenas também tenham direito à reserva de vagas em universidades.
Alguns exibiam faixas do lado de fora do Supremo e dois tiveram que ser expulsos do plenário por atrapalharem a sessão enquanto o ministro Luiz Fux lia seu voto. O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, chegou a repreender diversas vezes a manifestação de Carlos Paracaru, da tribo Pacararu, e Araju Sepeti, da tribo Guarani.
Como os dois índios continuaram falando em voz alta sobre a causa que defendiam, Britto interrompeu a sessão e ordenou que os seguranças os retirassem do plenário. Ambos foram imobilizados e saíram aos gritos do prédio do Supremo.
s seguranças os soltaram a alguns metros de distância do STF. Já do lado de fora, Pankararu explicou o motivo da manifestação.
— Estão excluindo a gente, queremos igualdade para todos, não só para os negros. Queremos a presença de índios nas cotas das faculdades também e por isso fomos expulsos.
Após a confusão, o presidente da corte retomou o julgamento normalmente.
R7

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