Intermediação – O presidente da OAB opinou também sobre a tentativa de intermediação que envolveu o Ministério Público Estadual-MPE e o Tribunal de Justiça da Bahia-TJ-BA. “Com todo o respeito que tenho ao Ministério Público, entendo que ele não tem vocação conciliatória. O MP tem vocação para acusar quem está cometendo falta, em defesa da sociedade, ele não poderia ser intermediário nessa tentativa. O Tribunal de Justiça, já havia declarado a ilegalidade da greve. Como chamá-lo para conciliar?”. Ele entende que as duas instituições não poderiam conciliar coisa alguma e, “perderam, com todo o respeito, a credibilidade de serem conciliadores na tentativa de solução para a greve”, disse. Ainda na opinião de Saul Quadros, o Estado e a APLB/Sindicato, tem que buscar juntos uma solução, que seja um meio termo. Que atenda parte das reivindicações dos professores e que o Estado faça a sua parte “não se fechando em copas, dizendo apenas que não pode atender”, concluiu.
Continuidade - Na manhã de sexta-feira (27), – quando a paralisação chegou aos 107 dias – foi realizada mais uma assembleia, no Colégio Central, em Salvador, para reavaliação do movimento sendo decidida pela continuidade da paralisação. Foi aprovado ainda um calendário de atividades e, na segunda-feira (30), serão feitas visitas às zonais de Salvador para conversar com os professores que ainda estão dando aulas. Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira, 1. Foi confirmado que na quinta-feira (26), o diretor da APLB estadual, Claudemir Nonato, que defende o fim da greve, foi internado na unidade semi-intensiva do Hospital Agenor Paiva, após ameaça, por telefone, de um número não identificado. “É melhor preservar a vida dele, depois a gente toma uma atitude a respeito”, disse o coordenador Rui Oliveira.

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