‘A Ordem aceitaria mediar o fim da greve dos professores se fosse convidada pelas partes’, diz Saul Quadros


O presidente da seção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, Dr. Saul Quadros, afirmou na última quinta-feira (26), ao Jequié Repórter, que a entidade aceitaria participar da intermediação pelo fim da greve dos professores da rede estadual de ensino da Bahia, desde que recebesse o convite das duas partes envolvidas no processo [da mesma meneira que aconteceu em relação a greve dos policiais militares]. Na avaliação do advogado,  os professores tem razão em fazerem suas reivindicações e o Estado também tem certa razão em dizer que não pode atender de imediato a essas reivindicações, “o que não se pode admitir é que as duas partes não sentem à mesa à exaustão e encontrem uma solução para o problema”, antecipou.  Quadros avalia que no final de tudo, o grande prejudicado é o estudante da escola pública. “Eles serão aprovados ou reprovados? Em seguida respondeu: Eles vão passar de ano e vão perder o ano, mais adiante terão dificuldades, a vida vai cobrar isso deles”.
Intermediação – O presidente da OAB opinou também sobre a tentativa de intermediação que envolveu o Ministério Público Estadual-MPE e o Tribunal de Justiça da Bahia-TJ-BA. “Com todo o respeito que tenho ao Ministério Público, entendo que ele não tem vocação conciliatória. O MP tem vocação para acusar quem está cometendo falta, em defesa da sociedade, ele não poderia ser intermediário nessa tentativa. O Tribunal de Justiça, já havia declarado a ilegalidade da greve. Como chamá-lo para conciliar?”. Ele entende que as duas instituições não poderiam conciliar coisa alguma e, “perderam, com todo o respeito, a credibilidade de serem conciliadores na tentativa de solução para a greve”, disse. Ainda na opinião de Saul Quadros, o Estado e a APLB/Sindicato, tem que buscar juntos uma solução, que seja um meio termo. Que atenda parte das reivindicações dos professores e que o Estado faça a sua parte “não se fechando em copas, dizendo apenas que não pode atender”, concluiu.
Continuidade -  Na manhã de sexta-feira (27), – quando a paralisação chegou aos 107 dias –  foi realizada  mais uma assembleia, no Colégio Central, em Salvador, para  reavaliação do movimento sendo  decidida pela continuidade da paralisação. Foi aprovado ainda um calendário de atividades e, na   segunda-feira (30),  serão feitas visitas às zonais de Salvador para conversar com os professores que ainda estão dando aulas. Uma nova assembleia está marcada para quarta-feira, 1. Foi confirmado que na quinta-feira (26), o diretor da APLB estadual, Claudemir Nonato, que defende o fim da greve, foi internado na unidade semi-intensiva do Hospital Agenor Paiva,  após ameaça, por telefone, de um número não identificado. “É melhor preservar a vida dele, depois a gente toma uma atitude a respeito”, disse o coordenador Rui Oliveira.

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