O Conselho Regional de Medicina (Cremesp) decidiu tornar obrigatória a realização de uma prova para avaliar os formandos do 6.º ano do curso de Medicina e as principais escolas de Medicina do Estado de São Paulo apoiam a mas fazem considerações sobre o modelo adotado e defendem uma avaliação nacional.
Diretores das faculdades de Medicina da Unicamp, Unesp, USP, UFSCar e Unifesp dizem que a avaliação é necessária como mecanismo para reconhecer as falhas das instituições e criticam a expansão de vagas nos cursos de Medicina – o governo federal anunciou 2,5 mil novas vagas. Mario Saad, professor da Unicamp, acredita que o ideal seria existir um mecanismo de avaliação ao final do 2.º, do 4.º e do 6.º anos, incluindo uma avaliação prática e uma prova discursiva. “Nem sempre quem responde bem a um teste é quem melhor atende num hospital”, opinou o professor.
A prova já existe há sete anos, de forma voluntária, mas a adesão caiu no decorrer dos anos, prejudicando a amostra e a avaliação. A intenção do Cremesp é torná-la obrigatória para ampliar participação e assim ter um retrato mais fiel do problema, além de avançar o debate da instituição (via uma lei federal) de um exame nacional que seja requisito obrigatório para o exercício da Medicina no País, como já ocorre com os advogados.
A norma já vale para os formandos de 2012. O exame será realizado no dia 11 de novembro e será composto por 120 questões de múltipla escolha sobre as 9 principais áreas da Medicina, que incluem pediatria, clínica médica, obstetrícia e saúde pública. No ano passado, 46% dos alunos voluntários foram reprovados.
A Associação Médica Brasileira (AMB) e a Associação Paulista de Medicina (APM) também se declararam favoráveis à aplicação da prova. Em nota, o Conselho Federal de Medicina diz concordar com a adoção de medidas que contribuam e estimulem a avaliação de estudantes e escolas, mas diz não ter um consenso sobre a melhor abordagem para enfrentar o problema.
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