bombeiros e policiais expulsam equipe da Globo em protesto




Acusados de manipular imagens e diálogos dos bombeiros, a equipe da TV Globo foi 

hostilizada e expulsa por membros da corporação e da Polícia Militar que faziam

 manifestação em Copacabana, no Rio de Janeiro. Bombeiros e policiais - militares e civis - 

pediam na manifestação a libertação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo e outros 15 

colegas que estão presos na penitenciária de segurança máxima de Bangu I.

Os bombeiros grevistas seguiram os jornalistas até que eles entrassem no carro da empresa 

e fossem embora. A conduta da TV Globo também foi questionada por algumas das pessoas 

que discursaram durante a manifestação. Ninguém ficou ferido na confusão.

A greve no Rio

Policiais civis, militares e bombeiros do Rio de Janeiro confirmaram, no dia 9 de fevereiro, 

que entrariam em greve. A opção pela paralisação foi ratificada em assembleia na 

Cinelândia, no Centro, que reuniu pelo menos 2 mil pessoas.

Dois dias depois, alegando falta de adesão, os policiais civis deixaram o movimento. A 

orientação do movimento era que apenas 30% dos policiais civis ficassem nas ruas durante a 

greve, mas o clima era de normalidade na maior parte do Estado.

Os militares foram orientados a permanecer junto a suas famílias nos quartéis e não sair para 

nenhuma ocorrência, o que deveria ficar a cargo do Exército e da Força Nacional, que já 

haviam definido preventivamente a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio em caso 

de greve.



Os bombeiros prometem uma espécie de operação padrão. Garantem que vão atender 

serviços essenciais à população, especialmente resgates que envolvam vidas em risco, além 

de incêndios e recolhimento de corpos. Os salva-vidas que trabalham nas praias devem 

trabalhar sem a farda, segundo o movimento grevista. Mas, segundo a corporação, apenas o 

grupamento da Barra da Tijuca aderiu à paralisação.

Policiais e bombeiros exigem piso salarial de R$ 3,5 mil. Atualmente, o salário base fica em 

torno de R$ 1,1 mil, fora as gratificações. O movimento grevista quer também a libertação do 

cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, detido administrativamente na noite de quarta-feira e 

com prisão preventiva decretada, acusado de incitar atos violentos durante a greve de 

policiais na Bahia.


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